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Desenhando com a Respiração

A respiração é um sopro de vida. É a primeira coisa que fazemos ao nascer. Muitos terapeutas utilizam-na como uma fonte de conexão com o corpo, a mente e o espírito. Estar atenta a nossa respiração é estar atento à vida que brota através de nós. É termos consciência da oportunidade que nos é dada a cada dia, simplesmente por estarmos vivos. E poder pensar sobre a transitoriedade da nossa existência. Por isso, nossa atividade de hoje tem um caráter efêmero. Nesta tarefa, você vai fazer um simples desenho que ficará completo apenas por um breve instante.   Esta atividade lhe ajudará a se sentir menos preciosista em relação ao desenho e a desenvolver sua imaginação.Você se lembra de quando ficava rabiscando na janela embaçada do ônibus ou do carro durante um longo trajeto?  Nenhum material de desenho será necessário para este exercício, além do seu dedo indicador, uma janela e sua respiração. Não custa nada, é imediato e espontâneo. Respire sobre a janela ...

O Caracol

O Caracol (1953) é uma tela de Henri Matisse que compõe uma riqueza de cores. O quadro mede 2,70 m x 2,70 m. É tão grande quanto um tapete estendido no chão.  Matisse trabalhou até a velhice, e enfrentava dificuldades de visão. O Caracol foi criado um ano antes de sua morte - foi feito nessas dimensões para que ele conseguisse ver o que estava produzindo. Os blocos coloridos são pedaços de papel rasgados e pintados com tinta guache, colocados em uma tela branca por Matisse e seus assistentes.  Se você olhar atentamente para o quadro, vai perceber que as cores "saltam" aos olhos. Matisse quis produzir arte apesar de suas limitações físicas, e isso é muito legal. Nos leva a compreender o incessante desejo de pintar em um artista apaixonado pelo que faz. Por isso, se quiser muito fazer algo novo, mãos-a-obra. Se inspire nesse artista e vá em frente!!!

Pintura com gravetos

Sair de casa para tomar um ar puro e ficar mais próximo da natureza é muito bom. Ajuda a limpar nossos pensamentos, ampliar os sentidos e energizar o espírito criativo. Basta dar alguns passos para observarmos como o mundo é amplo e convidativo para atividades artísticas.  Pegue algumas folhas grandes de papel de alta gramatura. Leve um pouco de nanquim e vá dar uma volta em um parque arborizado, numa floresta, roça ou fazenda. Procure alguns galhos secos de comprimentos e espessuras variadas. Você usará estes galhos para descobrir o prazer do desenho gestual. Posicione o papel sobre uma superfície plana e prenda-o com algumas pedras. Se inspire nas formas naturais que estão ao seu redor. Mergulhe a ponta do galho na tinta e comece a desenhar. Mova o galho de modo que você possa criar uma variedade de traços e formas. Perceba o movimento de seus braços nos traçados que você faz. De onde estão vindo os seus movimentos? Do seu ombro, do seu cotovelo, do seu tronc...

Levando uma linha para passear

Cada um de nós tem um ponto de vista único, portanto o que visualmente parece interessante para alguns pode não ser para outros.  Neste exercício, você pode selecionar alguns objetos aleatórios ou, se preferir, dar um passeio, procurando imagens que lhe chamem a atenção.  O passo-a-passo é o o seguinte: Pegue uma caneta ou um lápis e um caderno de esboços. Saia de casa e comece a desenhar continuamente sem tirar sua caneta do papel. Desenhe algo interessante que você observou. Permita que o fluxo de suas linhas se conectem com a direção de seus olhos. Se você não estiver satisfeito com alguma linha, evite corrigi-la. Simplesmente continue o desenho. Você aprenderá com seus erros. Caminhe um pouco, observe ao redor e desenhe alguma coisa que chame a sua atenção. Observe e registre. Repita esse exercício alguns passos adiante, sempre evitando retirar a caneta do papel. Continue até chegar num lugar prazeroso. Aproveite para observar um pouco o dia e divirta-se!...

Desenhando música

Este exercício pretende trabalhar a forma como visualizamos um som. Assim, a música será o foco principal do nosso desenho. No meu caso optei por uma música da Ennya: "Storm of Africa" e o resultado final me agradou bastante. Para vocês que querem experimentar este exercício, o passo a passo é o seguinte: 1. Fixe uma folha grande de papel na parede. 2. Utilize apenas um material para desenhar - pode ser um lápis macio ou um bastão de carvão. No meu caso, utilizei pastel seco nas cores preto e vermelho. 3. Escolha uma música como trilha sonora, de preferência instrumental, para que a letra não o disperse nem a leve a fazer uma interpretação literal da música.  4. Deixe-se envolver e tente transmitir para o papel o que sente. O objetivo principal é deixar-se levar pelo som. 5. Procure fazer algo abstrato. O ritmo da música pode ditar o movimento de suas mãos. 6. E, finalmente, permita-se impressionar pelo resultado final.

Isogravura

 Se você tivesse a oportunidade de deixar sua marca, o seu carimbo, que representação você faria? Inspirada na xilogravura, a isogravura é uma técnica que tem como o suporte o isopor ao invés da madeira, na produção de um tipo de gravura.  São duas as etapas principais: gravação e impressão. Na primeira etapa criamos um desenho a ser gravado na bandeja de isopor. Essa gravação pode ser feita de diversas maneiras: com ponta de caneta, lápis bem afiado, tudo o que possibilite fazer um pequeno relevo sobre a superfície. Mas lembre-se, é apenas um relevo, não é para furar a placa. Em seguida, esse mesmo desenho precisa ser pintado com tinta guache, dando início à etapa da impressão. É feito uma espécie de carimbo com a placa de isopor pintada, reproduzindo-a numa folha de papel, a fim de registrar a gravura feita. Então é só deixar a imaginação solta para criar diversas imagens e sair carimbando por aí.  Não se esqueça porém de pensar no que elas repre...

Atividade com o uso da cola

Olá Pessoal, Para você que quer começar atividades de arteterapia, segue uma dica bem legal: o uso da cola. As colas podem ser utilizadas já no primeiro contato com o sujeito, pois não requerem conhecimento ou habilidade anterior. Quando selecionamos figuras em revistas, destacamos e colamos, podemos observar que essas figuras contém imagens carregadas de significados subjetivos, que antes estavam presentes apenas no inconsciente do indivíduo. Descrevemos então uma proposta bem legal: oferecer várias revistas e pedir às pessoas que entrem em contato com as figuras ali expostas, escolhendo ou "sendo escolhido" por uma das figuras que não goste.  Após observá-la, a pessoa rasga a imagem até sentir ela foi desconstruída. Depois é só pegar uma folha bem grande - como cartolina ou papel A3 - e fazer uma nova composição com os papéis picados. O resultado é semelhante a um mosaico.  Compreender o que surgiu, elaborando esse novo conteúdo é algo bem gratificante. Const...